sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Geração Fakebook

Legionários de Chico Buarque. Devotos de Cazuza. Aficionados em Bukowski. Apaixonados por Tim Burton. Fingidos da boa música. Do filme cool. Do livro de palavras difíceis. Curtidores de páginas estranhas. Com textos quase inacessíveis. Linguagem peculiar. Essa é a vida de pelo menos umas 90% das pessoas nas redes sociais (dados próprios). "Photoshopam" pessoas que não são, e falam o que não condiz com a sua personalidade para se passar de "legal" para o restante da sociedade. Na vida real gosta mesmo é do "ai se eu te pego", "até o chão, chão, chão", gostam mesmo é do estrago, como diz um certo barbudinho do Los Hermanos. O lance disso tudo não é que a pessoa seja falsa, ou esteja agindo de má-fé. Pelo contrário. Age para se agradar, massagear o ego, buscam aceitação, uma cadeira ao lado da elite (pseudo) intelectual, se é que existe, se é que vale a pena. Até entendo aqueles que estão escutando o sertanejo universitário no fone de ouvido e postando "Se entornaste a nossa sorte pelo chão, se na bagunça do teu coração, meu sangue errou de veia e se perdeu". Mas olha como pegaria mal pros olhos preconceituosos da nossa sociedade casta dizer "gatinha assanhada, você tá querendo o quê?". A verdade é que poucos são aqueles que se aguentam em pé quando o som manda dançar até o chão. Que sejamos mais verdadeiros, a geração fakebook já teve o seu momento.

Um comentário:

  1. Por isso que eu olho para o céu e digo: "Quero te dar!".

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