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segunda-feira, 13 de julho de 2015

[Postagem do Dia] Sense8 é bem mais do que diz a descrição



Fazia tempo que eu não assistia algo que me instigasse a escrever e indicar. Se não me engano a última foi o filme “Her”. E, apesar de alguns acharem que “Orange Is The New Black” poderia se encaixar, discordo totalmente. Mas isso é assunto para nova postagem. Hoje, a série que merece atenção e todos os aplausos é a “Sense8”, ressaltando que essa postagem não tem como foco explicar o enredo da série, apenas alguns pontos que merecem destaque e que dão fulcro a trama.

Diante da larga produção de entretenimento de baixa qualidade que tem como objetivo atrair o maior número de telespectadores, a série original da Netflix, sense8, se destaca. Não é exagero dizer que ela é uma série com elevada sobrecarga de militância, seja a militância do amor, do respeito ou da diversidade, como queira chamar.

É uma trama, de início, complicada de ser compreendida, não há como negar. Por vezes, dá um nó na cabeça tentar entender como funciona o desenrolar da história. Mas isso é resultado do mercado superficial de filmes e séries. Sense8 não se trata apenas do que o nosso discernimento diz no início, ela vai além, e quando compreendemos isso, compreendemos o enredo. A série não é sobre um fato impossível (até então ou o que o nosso conhecimento sobre biogenética permite) de existir que é a anomalia genética que liga oito pessoas. Mas sim, sobre a ligação psico-sentimental que estabelecemos diariamente.

A série mostra que vivemos numa superficialidade sentimental constantemente, que estabelecemos elos vazios, motivados por motivos alheios do que realmente deveria ser. E o fato de ter oito pessoas ~ obrigatoriamente ~ ligadas entre si há um apelo maior e consegue enfatizar como se dá uma ligação pura entre duas ou mais pessoas. Deste modo, pontos como companheirismo, compreensão, doação, profundidade nas relações pessoais, entrega etc., são fundamentos chaves para a construção do relacionamento entre esses sujeitos.

Além disso, outro ponto que me chamou atenção na série foi o discurso sem vícios de preconceito. O discurso falado ou demonstrativo, subjetivo. Por exemplo: na série existe um casal composto por duas lésbicas, uma delas é transexual. Onde podemos ver esse tipo de coisa? Isso é um assunto silenciado na nossa sociedade.


A série é cheia de munição, não daquela que propaga ódio. Mas sim, daquela que combate a opressão, o des(amor). Vale a pena. Muito a pena. Fica a indicação.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

[Postagem do Dia] ANAVITÓRIA


Depois de algum tempo sem escrever nessa vertente, hoje resolvi trazer música para o ACOMPANHA CAFÉ, e nada melhor do que retornar com a dupla ANAVITÓRIA, formada pelas garotas Ana Caetano (20) e Vitória Falcão (19), da cidade de Araguaína, no Tocantins. Elas cantam o gênero “pop rural”, apesar de não ser uma limitação, apresentando composições próprias e covers de alguns artistas.

O que mais chama atenção na dupla é o envolvimento mútuo de quando estão cantando, que acaba por envolver também quem escuta e assiste os seus vídeos. Além da voz doce e amena que transmite bons sentimentos. O que explica o sucesso instantâneo quando um dos seus vídeos foi divulgado pela página Brasileiríssimos (página de Facebook com mais de 4milhões de curtidas) e, em dois dias, já tinha mais de um milhão de visualizações.

Para compreender, só escutando, abaixo alguns vídeos e as páginas do Facebook e Canal do YouTube:

ANAVITÓRIA - Singular


ANAVITÓRIA - Nós



Canal no YouTube

Facebook

sábado, 13 de junho de 2015

[Postagem do Dia] A Crucificação LGBTI


Atualmente, vê-se um mundo "multipolarizado" em extremismos. Cada um quer o seu quinhão no reino dos “céus”. Se, por um lado, têm-se católicas em busca da reafirmação da sua fé, correndo atrás dos fieis perdidos devido a posturas radicais passadas, deste modo, perfazendo-se a partir de discursos mais amenos; por outro, pode-se ver uma corrente evangélica que de amena não tem nada, pauta-se justamente no extremismo para arrebatar os fieis fervorosos, criam um verdadeiro exército da "fé".

Nota-se que, ultimamente, um novo polo extremista toma de conta do cotidiano brasileiro e, principalmente, dos holofotes da internet: os movimentos sociais. Combatem tudo: novela, propagandas, discursos políticos, religiosos, tudo – simplesmente – tudo. E isso poderia, facilmente, ser motivo das mais severas críticas. Mas, se por um lado, temos duas grandes referências religiosas se digladiando para ter o seu espaço, onde ficam aquelas pessoas que não são abraçadas pela sociedade? O radicalismo, portanto, dos movimentos sociais é o preço que se paga para poder (realmente) existir.

Nesse contexto, vê-se, portanto, a representação LGBTI crucificada em plena Parada Gay 2015. Diante da cena, foram-nos jogadas na cara algumas coisas: 1- peitos à vista; 2- mulher crucificada; 3- transgeneridade. A imagem é chocante, claro. Como não seria? Primeiro que a nudez representada de forma consciente choca muito mais do que nudez feminina pelo bel prazer (reafirmando a coisificação do corpo feminino). Segundo que o posto de representação da crucificação é do homem, pois foi o homem que morreu por nós, não uma mulher, o homem que se sacrifica pela sua coletividade, a mulher apenas pelo lar (representação do machismo exacerbado). Por fim, para quebrar com todas as ponderações possíveis têm-se exposta a transgeneridade, muitos se perguntavam atordoados “É um homem?” “É uma mulher?” “O que é isso?”.

Era uma mulher, nua, trans.

Era uma mulher, nua, trans e que representou a dor de um coletivo.

Era uma mulher, nua, trans e que representou a sua morte diária.

Era uma mulher, nua, trans e que disse com o seu corpo, que o corpo é dela, e que aqueles que a olhavam com olhos julgadores eram os pecadores que a crucificavam todos os dias.

Era uma mulher, nua, trans e que chamou a sociedade de "assassina".

Mas daí advieram algumas dúvidas. Voltando para o início dessa divagação que estou tendo. A parcela católica firmou um discurso mais apaziguador, apesar de condenar, apesar de ter na cruz um símbolo sagrado, tentou – em meio a um discurso machista/homofóbico – mostrar que, apesar de não concordar, o amor prevalece. Por outro lado, a parcela evangélica (em sua maioria), revoltou-se, apesar de condenar o uso de imagens e representações, apesar de não ter na cruz um símbolo sagrado, apesar disso, a manifestação de ódio foi um caso a ser estudado, foi o que gerou toda a repercussão.

Pois bem, as dúvidas:

1º O que choca mais? O fato de ser mulher na cruz? O fato de ser uma trans? Ou a nudez?

2º O que mais dói atualmente no coração das pessoas: saber que todos os dias pessoas trans são, literalmente, crucificadas? Ou a sua representação da crucificação?

3º O que ofendeu a fé do povo? O uso do objeto religioso? Ou a ousadia de uma mulher trans de gritar (sem abrir a boca) toda a violência que sofre e dizer que aqueles que se revoltam contra ela são os mesmos que estão contra si praticando violência?

O grande problema disso tudo é que aqueles que criticaram, antes de fazer, não pararam para refletir sobre algumas coisas. Por exemplo, a cruz simboliza a dor, a crueldade, a penitência. A cruz também simboliza a injustiça, o ódio profanado sem motivos, o martírio. E se a cruz simboliza tudo isso serei ousada em dizer: essa foi a representação mais fiel que já ocorreu. Pois não teve banalização, não teve insulto, não teve mentira. O motivo foi justo, honesto e de coração. A trans exteriorizou a dor de muitos, pois todos os dias, a comunidade LGBTI morre mais um pouco.

Fica, portanto, a torcida para que não haja mais esse tipo de representação: não pelo fato de não ter sido justo, não pelo fato de achar que ofendeu a fé de alguém. A torcida é latente, pois se houve o protesto, a representação, é porque o motivo é iminente. Que não haja mais motivo. Que a trans seja reconhecida como quer ser reconhecida, que o sujeito seja apenas o sujeito, o sujeito que deseja ser.


Por fim, com pesar digo, sempre que olho para a imagem da trans pregada na cruz sinto vontade de chorar e escuto um pedido de clemência. Mas, a culpada não é ela e quem deveria pedir clemência são as pessoas que lhe colocaram pregada ali, despida. Ela, apenas, nos contou da sua dor.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Acompanha Café: Novos Contornos



O blog se iniciou a pouco mais de um ano, tratando exclusivamente de música, literatura, cinema (acerca dos mais diversos temas), bem como novidades da internet nessa linha. A partir de agora o “Acompanha Café?” está voltando com uma nova roupagem, ainda com o viés cultural, porém em associação à temática de gênero e sexualidade, como forma de amadurecimento dos estudos e afinidade da autora. Desde a publicação de textos de minha autoria, bem como de autoria de diversos outros, seja já autores consagrados na temática ou iniciantes no estudo. A dinâmica da página continuará a mesma: publicações constantes, recebimento de sugestões, críticas, sempre aberto ao debate. O objetivo desse novo rumo é de tornar o espaço (antes exclusivo ao entretenimento) um motivador do debate e do pensamento crítico acerca de um tema de tamanha relevância. Para tanto, começarei com Michel Foucault, a História da Sexualidade, em uma explanação mais superficial, mas que objetiva o aprofundamento pessoal. Abaixo, estão links dos três livros da coletânea "História da Sexualidade" para o download, em breve comentários acerca de cada um.


quarta-feira, 27 de março de 2013

"Eu Te Seguirei Até o Final do Mundo"


Esse é o nome do ensaio do fotógrafo Murad Osmann, com o titulo original “Follow Me On”. Certo dia, o artista resolveu reunir em um só, três das suas maiores paixões: a fotografia, viagens e a sua namorada Nataly Zakharova. A ruiva faz o papel de guia do ensaio e de forma literal também, que segurando na mão do namorado o leva para os mais diversos lugares do mundo. E já de cara, para desmistificar os boatos de que o “ensaio” na verdade é um banho de montagens e photoshop, não passa de uma mentira, inclusive todas as fotos estão no facebook do fotografo aberto para todos. A verdade é que a obra de arte de Murad está transpirando muito amor e até inveja. Quem não queria viajar sendo guiado pelo amor da sua vida? Abaixo você pode conferir algumas das belezas visuais que o casal visitou, sendo guiado pela ruiva Nataly.













segunda-feira, 18 de março de 2013

[Postagem do Dia] Eu me chamo Antônio


A poesia em forma de guardanapo fez Antônio ficar famoso por todo o Brasil. O escritor e poeta que utiliza o “Eu me chamo Antônio” abrilhanta a o facebook com tiradas inteligentes falando sobre assuntos do cotidiano, mais ligada à área dos sentimentos. Além da página no face que já conta com mais de 75 mil curtidas, há também o tumblr onde o escritor também armazena os seus guardanamos. Quando deparei-me com o Antônio (personagem) jogado aos guardanapos, que utilizamos pra coisas tão simples, como limpar a boca ou anotar um telefone de última hora, imaginei o quão poética pode ser um simples papel, que arte o Antônio se transformou, que vida o escritor deu a um pedaço morto de papel. Em entrevista à Revista Marie Claire, o publicitário criador do tumblr, Pedro Antônio, de 28 anos revela suas fontes de inspiração “Eu me inspiro nos meus amigos, nos meus amores, nas bulas de remédios, nas histórias em quadrinhos, nos versos de [Mario] Quintana, no silêncio de elevador que não tem fim... Enfim, em tudo o que vivo, vejo, ouço e leio. Por isso, sempre ando com uma caneta, um caderninho e anoto tudo, tudo, tudo o que aparece na cabeça. Sem censura”. Para quem ainda não conhece a poesia, os amores e as crônicas de Antônio, abaixo o face e o tumblr:



terça-feira, 12 de março de 2013

Entrevista com a Escritora Maria João Costa

Entrevista extraída da BRAVO! Online:


A editora portuguesa Maria João Costa é bastante conhecida em sua terra natal. Lá, trabalhou no canal GNT Portugal, depois de desistir de uma certamente bem-sucedida carreira jurídica.
“Certamente” porque Maria João teve sucesso em todos os lugares pelos quais passou. Depois de trabalhar na área jornalística e ser um dos destaques do GNT, decidiu mudar mais uma vez, entrando no mercado editorial. Dirigiu durante seis anos a editora Livros D’Hoje, que atualmente integra o Grupo Leya. Nesse período, lançou vários livros que se tornaram best-sellers em Portugal, entre eles os brasileiríssimos “1808”, de Laurentino Gomes e “O vendedor de sonhos”, de Augusto Cury.
Sua experiência na Livros D’Hoje foi fundamental para que, em fevereiro de 2012, Maria João assumisse a função de editora-executiva da editora Leya no Brasil. Sua transferência faz parte da estratégia da editora portuguesa para conquistar ainda mais espaço no país, e o fato de o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 foi decisivo para mais essa mudança, que envolveu inclusive a abertura de um escritório da editora no Rio de Janeiro (a sede da Leya no Brasil é em São Paulo).
Apesar de o trabalho de um editor não ser muito conhecido pelos leitores, nem ser muito divulgado pela imprensa, foi com certo destaque que, em outubro passado, a Leya lançou a primeira “cria” de Maria João Costa: a Coleção Novíssimos, que abrigará títulos de jovens autores portugueses. Na primeira leva, foram lançados os romances “Por este mundo acima”, de Patrícia Reis; “O teu rosto será o último”, de João Ricardo Pedro; “No meu peito não cabem pássaros”, de Nuno Camarneiro; “Um piano para cavalos altos”, de Sandro William Junqueira; e “Para cima e não para norte”, de Patrícia Portela.
É sobre a coleção, sobre as mudanças de rumo em sua carreira e sobre o mercado editorial que Maria João Costa nos fala na entrevista abaixo.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

É Carnaval!


Chegou a data mais esperada por, pelo menos, 80% dos jovens (suposição de dados). A data de se libertar e ser o que não é durante todo o ano, aquela que todos esperam quando passa as festas natalinas. No carnaval, é quando a música ruim está permitida e até os mais quietos se arriscam a descer até o chão. O axé e o forró tomam de conta das ruas das cidades brasileiras. As interpretações de músicas internacionais, com a batida do nosso nordeste, surgem com mais força. E os “até o chão” ficam no seu auge e todos obedecem como se fosse a palavra sagrada. Mas é carnaval, e no carnaval tudo é permitido. O que muitos encaram com depravação, libertinagem, é apenas o momento do ano que todos aproveitam para se soltar de suas amarras, porque julgar? A outra parcela da população fica em casa. Devoram filmes, séries e músicas cool. Aproveitam o feriadão para colocar em dia livros. E esse também é um carnaval, porque também estão fazendo o que não podem com a turbulência do dia-a-dia. É Carnaval e está permitido aproveita cada um do seu modo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Espírito Antropofágico

Extraído da BRAVO! Online:



Na fazenda da família em Areia, no interior da Paraíba, o garoto José Augusto da Costa Almeida costumava passar as tardes agachado em algum canto da sala, com o olhar fixo sobre o avô paterno. Ex-senhor de engenho, dessas figuras que moram nos livros de história, acostumadas a negociar escravos e cobrar produções satisfatórias de açúcar, o avô nunca abandonou uma postura meio mítica. Vivia cercado de gente, gostava de ser bajulado. O neto, à distância, transformou-o em sua divindade. E daquela época guarda as mais fortes lembranças, dos cheiros da casa aos desenhos do ladrilho em que se acocorava para espiar o deus particular.
A intensidade dessa relação nutrida assim, com poucas palavras, diz muito sobre o artista que o menino se tornou. José Rufino era o nome do avô e agora é o seu, adotado na década de 1980, no início da carreira, e hoje completamente incorporado por ele. Rufino, o artista, chega a gaguejar quando indagado sobre o registro que aparece em sua certidão de nascimento: “Meu avô morreu quando eu tinha 14 anos, mas aquele tempo continua muito mais presente em mim do que todo o resto que veio depois. Vai ser sempre assim”.
Por “todo o resto que veio depois” deve-se entender um diploma em geologia na Universidade Federal de Pernambuco, uma pós-graduação em paleontologia na Universidade de São Paulo, a produção de um romance inédito, pelo menos 30 exposições individuais de peso na cena contemporânea mundial, mais participações em mostras coletivas de prestígio (foi destaque na 25ª Bienal de São Paulo) e diversas honrarias (venceu o Prêmio BRAVO! Bradesco Prime de 2010 por Faustus, que tomou o Palácio da Aclamação, em Salvador). José Rufino resume tudo isso rapidinho e volta ao avô: “Minha família tinha uma fazenda só para criar e vender escravos. Até na nossa casa da cidade havia senzala. Ainda pequeno, cheguei a ver correntes nas paredes e nos calabouços”.
Mais velho, diante das correspondências que o avô trocou ao longo da vida, Rufino exorcizou os fantasmas, digeriu o peso do passado e colocou tudo pra fora na série Cartas de Areia, feita no começo dos anos 90 com desenhos e pinturas sobre os próprios documentos de família. De cara chamou a atenção da crítica, que o apelidou de “artista da memória”. Canceriano de 3 de julho de 1965, do tipo que se enquadra mesmo nas descrições do signo – o apego ao passado, certa timidez –, Rufino adora abrir antigas gavetas, mas não concorda totalmente com o rótulo: “A história, para mim, não é só bucólica. De certa maneira, eu a reinvento, devolvo-a em outra forma”.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O Encanto de Julia Sheer

A cantora norte-americana Julia Sheer, começou a sua carreira musical de uma forma bem tímida e comum atualmente entre os jovens talentos, o seu ponto de partida foi postando vídeos no youtube há dois anos, com a apresentação de covers de diversas músicas da sua playlist. No seu canal, podemos encontrar uma variedade como Katy Perry, Maroon 5, Taylor Swift, Adele, Jason Mars e diversos outros artistas nessa linha musical pop, todos sendo interpretados pela jovem. Apesar de ter apenas 19 anos de idade, Julia demonstra muito amadurecimento na voz e verdade enquanto canta, outras artistas da sua idade até carregam um repertório maduro e uma voz afinada, mas muitas vezes acabam transparecendo a imaturidade da própria idade, com Julia é um pouco diferente, apesar de doce, a sua performance consegue mexer com quem está escutando, e se a pessoa estiver apaixonada é uma ótima pedida para escutar. Algumas vezes, ela até consegue nos fazer lembrar da Taylor, mas sem o jeitinho caipira forçado, como na música "Little Talks", mas aí se você escuta "The One That Got Away" a Taylor é esquecida e entra em cena uma Julia bem mais atraente que a passada. A verdade é que apesar de tantos covers, Julia Sheer tem uma identidade que agrada de cara. Não tem como não se apaixonar por sua voz doce.

Cover de The One That Got Away da Katy Perry, por Julia Sheer:




quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Páginas do Face

Atualmente, ao que vejo, a nova sensação do facebook estão sendo as suas páginas, elas aparecem no estilo das contas do tumblr, criativas, com imagens editadas para dar um tom mais intelectual, e com bastante humor. Humor de todos os tipos. A página da Irmã Zuleide, por exemplo, hoje com quase 2 milhões de seguidores, traz consigo um humor mais escrachado, fazendo piada de si mesma, e utilizando-se da religião sem desrespeitar consegue muitos fanáticos. Para quem prefere um humor mais simples, podemos também encontrar a página Mustache, que brinca com as palavras e solta diversas frases. Para os amantes da literatura eu indico Literatortura, que inclusive já é um site, mas a sua página é realmente muito boa. Já para quem é apaixonado por cinema, a página Cinetoscópio nos atualiza constantemente e dá dicas de ótimos filmes. O melhor dessas páginas é que a maioria tem diversos moderados, dessa forma, estão ativos durante todo o dia, inclusive na madrugada, então para quem passa as férias em frente ao computador, essa é uma boa forma de passar o tempo. Além dessas há diversas outras páginas que estão prendendo a atenção da galera. É só pesquisar um pouco que encontra. Bom Janeiro.

Obs.: Para acessar as páginas acima descritas é só clicar nelas.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Seja Bem-Vindo 2013

No último dia do ano pensei em fazer uma postagem especial para tal data, acabou que não me veio nenhuma ideia à cabeça, tudo parecia insuficiente para englobar todos os marcadores que com tanto carinho preenchi ao longo do ano, dessa forma, resolvi apenas dar um "adeus" diferente a 2012, para tanto sintonizei a trilha sonora de "Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain", minha fonte eterna de inspiração. Esse ano que acaba não foi de todo especial, teve seus altos e baixos, acredito que o que, na verdade, torna um ano realmente bom é a própria pessoa, quando aproveitamos as oportunidades, lutamos e vamos atrás do que almejamos aí sim o ano será inesquecível, culpar o próprio ano pelo insucesso é sinal de fracasso pessoal. Foi nesse pensamento que consegui a oportunidade de abrir meu blog, me engajar mais ainda no movimento estudantil, me empenhar nas minhas atividades diárias e, acima de tudo, estar rodeada de pessoas que tanto amo. Fiz dos filmes a minha inspiração, das músicas a trilha sonora dos bons e maus momentos, os vlogs meus momentos de divertimento, enfrentar câmeras não foi fácil para a menina envergonhada que se escondia por trás da literatura. Pois bem. Que em 2013, as sombras continuem a aparecer, que as notícias sejam favoráveis, que o sucesso permaneça, que as conquistas sejam ainda maiores. Que em 2013 sejamos destemidos, guerreiros, que lutemos com garra, de forma honrosa e justa. Que em 2013 nossas cabeças continuem erguidas, que não tenhamos vergonha das nossas atitudes, que sejamos pessoas melhores, admiráveis. Que em 2013 as novidades sejam constantes. Que em 2013 diversos outros filmes, músicas, literatura e vlogs de qualidade surjam, porque é disso que o mundo precisa: cultura e esperança. Seja Bem-Vindo 2013, esperamos por você.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Homenagem à Luiz Gonzaga

O Natura Musical homenageia o Rei do Baião com uma seleção especial de suas músicas cantadas por diversas vozes do cenário musical brasileiro, desde os veteranos como Elba Ramalho, até as revelações da nova Música Popular Brasileira, como Leo Cavalcanti e Tulipa Ruiz. O cantor que fez da construção do cenário musical no Brasil foi muito representando por esses cantores, que se unirem em prol dos 100 anos do nosso querido e eterno Luiz Gonzaga.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Mashup - Rihanna, Jorge e Mateus, Adele...

O nome da dupla é Lua e Robertinho, sendo bem breve, o que todo brasileiro espera de uma dupla de cantores? Que a música seja algum sertanejo, comumente, universitário, já que nos últimos anos virou uma febre no país todo. Mas essa dupla surpreende, foi além do óbvio e criou arranjos inusitados que está virando uma febre no youtube. Eles conseguem misturar ou como os americanos dizem fazem um "mashup" que poucos conseguem, que é unir duas músicas distintas e conseguir uma boa harmonia com isso. Não é para qualquer um alcançar um bom resultado misturando música, ainda mais qundo são tão distintas como é o caso de "We found love" de Rihanna misturado com "Duas metades" de Jorge e Mateus ou o que podemos esperar quando se mistura "Hey Soul Sister" com "Humilde Residência", Train e Michel Teló em uma só música, essa realmente vale a pena conferir.

We Found Love x Duas Metades


Hey Soul Sister x Humilde Residência


Confira mais vídeos no canal: LueRobertinho

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

[Postagem do Dia] Luís Aranha


O jovem Luís, cantor e compositor, traz em suas músicas letras simples e que contam belas histórias, já na sua voz traz um tom bem mais amadurecido do que a sua idade sugere. Uma das mais recentes descobertas do vasto mundo da MPB nos proporciona paz com as suas músicas, joga um sorriso no rosto de quem escuta cada nova música. Com ele, a mistura de ritmos se faz mais harmonizado do que se fosse um ritmo só, acomodando o regionalismo forte que ultrapassa as fronteiras culturais e geográficas. Apesar das belas letras e do ritmo gostoso das suas músicas, o que mais me chama atenção é realmente a sua voz, ela por si só já é a música, o ritmo e a letra. Luís arremata num tom suave as dores, os amores, a infância e as complicações da vida. Faz com que a pessoa que esteja ouvindo viva tudo aquilo com ele. Luís Aranha nos arrasta para dentro da sua música, forçando-nos de forma delicada a ter momentos de profunda nostalgia. Além de um excelente cantor e compositor, ele é um verdadeiro contador de histórias.

Confira o clipe "Onde Bate o Sol":




quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O Crime de Lady Gaga

A seguir: um artigo da colunista Marcia Tiburi, pela Revista Cult. O nome é "O Crime de Lady Gaga"



Lady Gaga é o mais recente ídolo pop da cena internacional. Entenda-se por ídolo pop um indivíduo que encanta as massas com a habilidade artística de que é capaz sendo seu autor ou o mero representante de uma estética inventada por publicitários e estrategistas de produtos culturais. Nesse sentido, todo ídolo pop age como o flautista de Hamelin conduzindo por certo efeito de hipnose uma quantidade sempre impressionante de pessoas. Ele é também um guia estético e moral das massas. A propósito, entenda-se por massa um grupo de indivíduos que, ao se encontrar com outros, perde justamente a individualidade, tornando-se sujeito de sua própria dessubjetivação. Em outras palavras, ele é hipnotizado como se estranhamente desejasse sê-lo. A Indústria Cultural depende desse mecanismo, por meio do qual oferece ao indivíduo a oportunidade de se perder com a sensação de que está ganhando. O ídolo pop é humana mercadoria que permite o gozo pelo logro que o espectador logrado aplica a si mesmo. Lady Gaga certamente veio para nos lograr. Mas, como disse Walter Benjamin sobre livros (e também putas), muitas vezes a mercadoria vale muito mais do que o dinheirinho que pagamos por ela. (continue lendo)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

AMOR, Carolina Ferraz

O vídeo abaixo é uma produção da Amarello, que segue uma linha de produção relacionado à moda, música, cinema, política, artes gráficas e artes plásticas. Dessa vez, traz para nós uma breve explanação sobre o amor. O vídeo transmite uma emoção muito verdadeira a quem assiste, talvez seja por estar falando de tal sentimento, ou por ser interpretado pela criadora do texto, a atriz Carolina Ferraz. Assistam e se emocionem:


Para assistir mais produções da Amarello, acesse: Amarello

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mais um Vlog de Comédia

O que mais se tem hoje youtube são vlogs de comédia, que estouram de visualizações. Pois bem, o canal "5incominutos" é mais um, tendo hoje mais de 4 milhões de views. O domínio é de uma jovem atriz (kefera) que satiriza em seus vídeos assuntos do cotidiano de uma adolescente. Como, por exemplo, ciúmes, relacionamento, fobias, assuntos de mãe e filha, entre outros. O interessante do vídeo nem sempre são os assuntos, mas sim como Kefera os conduz com um humor bem particular. Confira um dos seus vídeos:


sábado, 11 de agosto de 2012

O Brasil Fora das Suas Fronteiras

Encarar esses dois minutos pela primeira vez é revoltante. Na segunda, a revolta já começa a vir com outro significado. Então, se você precisar, assista a terceira só para garantir. O Brasil é um país rico de cultura (isso é indiscutível), entretanto, se você der um breve passeios pelos vídeos mais acessados do youtube, você vai se deparar com o Brasil da futilidade: bunda empinada, brigas, estudantes badernando na escola, mulher pelada, programas de TV com um enorme apelo para a audiência e o pior, e perceptível a poucos, a vibração dos brasileiros com os esportes de "arena" - bem como a Roma Antiga, bem como o "pão e circo" -. Aqui não é um depoimento de anti-patriotismo (pelo contrário), é apenas uma declaração com o intuito de tirar você da sua zona de conforto. Porque é isso que vemos todos os dias nas nossas TVs, nas telas dos computadores e na vida real, o difícil é aceitar que os estrangeiros também vejam e nos passem na cara.



Obs.: Este foi um vídeo produzido por um site chileno satirizando diversos países em apenas 2 minutos. Para assistir outros acesse o canal: wokitoki